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História



Com a aclamação de D. João IV como Rei de Portugal à revelia do inimigo, era agora hora de organizar o país para a guerra.
O Conselho de Guerra é a primeira instituição bélica, criado a 11 de Dezembro de 1640, tendo como missão elaborar pareceres sobre a guerra para o rei. De seguida são criados os Governos de Armas das diversas províncias e a Junta dos Três Estados, composta por Clero, Nobreza e Povo e destinada a superintender a cobrança dos tributos para a guerra. Finamente, as Vedorias e Pagadorias fariam a criação e manutenção dos registos e dos pagamentos. Entender todos estes preparativos para a guerra que se avizinhava é necessário para entender o período que iria mudar a cidade de Elvas para sempre.
D. João IV percebe claramente que o principal teatro de guerra será o Alentejo, por ser a forma mais rápida de chegar a Lisboa, e que Elvas se já era entendida desde a Idade Média como localização estratégica, passa agora a ser fulcral para a manutenção da independência. A importante cidade de fronteira seria a capital da guerra do Alentejo e teria que ser transformada na maior cidade fortaleza alguma vez vista com novas fortificações, imensos quartéis e vários edifícios militares: o Hospital Militar e Convento de São João de Deus, o Conselho de Guerra, seis paióis, a Cisterna, a Vedoria, a Contadoria e a Pagadoria, o Assento, o Arsenal Real, o Forte de Santa Luzia e ainda uma Escola de Fortificação criada em 1652 por D. Teodósio.

Para além de todas estas construções da Restauração, o urbanismo da cidade de Elvas foi remexido. Imagine-se o fervor construtivo de todos estes edifícios que vimos numa cidade então com cerca de 12.000 habitantes. Começando junto ao Convento de São Domingos, foi demolido um hospital que este tinha anexo para a construção da muralha. Com esta última foi feita uma estrada de armas que possibilitava o transporte de armamento e militares desde a antiga Porta de Badajoz até às Portas de Olivença e depois até ao Hospital Militar. Ligado a esta estrada de armas estava o Assento para que facilmente os géneros chegassem onde mais eram necessárias. Continuando no sentido dos ponteiros do relógio a estrada de armas seguia para a Cisterna, subindo depois para os Quartéis das Balas ou de Artilharia e para as Portas da Esquina. Nas Portas da Esquina para além do paiol da muralha estava o Paiol da Conceição, donde partia outra estrada de armas que o ligava ao Castelo e ao outro Paiol, o de Santa Bárbara. Nesta estrada, hoje constituída pela Avenida 14 de Janeiro, pela Rua dos Quartéis e pela Parada do Castelo, estava a maioria dos quartéis, o Conselho de Guerra e no século seguinte seriam aí construídos o Quartel do Trem e a Casa das Barcas. Continuando a viagem de regresso a São Domingos, na zona mais íngreme não existe estrada de armas mas é lá que estão a casa do Governador da Praça, bem como os Quartéis da Corujeira.
Para além disto, como vimos ergueu-se o Forte de Santa Luzia e recuperaram-se as atalaias em volta da cidade. Tudo estava preparado para impedir a entrada do inimigo com uma fortaleza verdadeiramente inexpugnável.

As primeiras provas de fogo deram-se logo na década de 1640 mas é a partir de 1657 que a guerra se torna mais efectiva. Em 1658, em resposta a uma ofensiva sobre Badajoz chega uma ofensiva espanhola sobre Elvas, a praça-forte de Portugal e considerada por todos a chave do reino. Não bastaria não ter conquistado Badajoz e ter ficado com avultadas baixas, agora o exército português ver-se-ia em mãos com um cerco que caso tivesse sucesso por parte do inimigo este marcharia sobre Lisboa.
Aproximava-se um dia que ficaria na história de Elvas e na história do país: o 14 de Janeiro de 1659, hoje o feriado municipal da cidade.
A situação era agora muito perigosa. O exército de D. Luís de Haro com 12000 infantes e 3500 cavaleiros riposta e cerca a cidade de Elvas com cerca de 20000 homens e vinte bocas de fogo, no entanto a vitória sorriu aos portugueses numa manhã de nevoeiro. No local do triunfo ergueu-se o Padrão da Batalha das Linhas de Elvas.

A seguir à Guerra da Restauração e até ao final do séc. XVII viveu-se um clima de paz na cidade de Elvas. No entanto, a cidade não mais seria a mesma. Considerada como a chave do reino, era agora a cidade militar portuguesa por excelência, uma das maiores e mais importantes do país com os seus representantes nas Cortes a serem colocados no banco da frente.
Seguiu-se ainda assim um período de crise por todo o país. A guerra havia esgotado os cofres estatais e por isso é também um período de pouco fervor construtivo. Algumas excepções: a Capela de Nossa Senhora da Conceição, o Colégio Jesuíta e o Convento de São Paulo.


O século XVIII: barroco e novas fortificações

Com a morte de Carlos II de Espanha em 1699 sem descendentes aparecem dois pretendentes ao trono espanhol: Filipe, Duque de Anjou, neto do Rei de França Luís XIV e o Arquiduque Carlos, filho do Imperador Leopoldo da Áustria. O tratado assinado a 16 de Maio de 1703 leva Portugal a optar pelo segundo e a ser envolvido na que ficou chamada como Guerra da Sucessão de Espanha.

Com a Guerra da Sucessão, Elvas teria novamente que se preparar para a luta armada. Em 1704, aplicaram-se três mil cruzados na construção de mais quartéis. Fez-se a Casa das Barcas entre 1703 e 1705 e o Quartel do Trem para fabrico, reparação e armazenamento de armas.

A invasão chegou em 1704. No ano seguinte, o General D. António Luís de Sousa reune em Elvas um exército de 2000 infantes e 5500 cavalos e vai colocar cerco a Badajoz. No dia 11 de Outubro começa a abater as muralhas mas a resistência espanhola e a entrada de novas munições na cidade levaram o general português a abandonar o intento. O último conflito desta guerra nesta zona foi o cerco de Campo Maior. Em 1713 era assinado o Tratado de Utrecht sem a assistência de Portugal que assina a paz com Espanha apenas em 1715.
A preocupação com a defesa de Elvas não desvaneceu. A preocupação com os estudos militares dos oficiais portugueses levou a coroa em 1732 a resolver criar mais duas academias para além das de Lisboa e Viana do Castelo, agora em Almeida e em Elvas. Nela aprendia-se o ataque e a defesa das praças, bem como a fortificação, as construções civis, a topografia e o levantamento de cartas geográficas. Passou depois a funcionar em Estremoz porque era ali a sede do regimento de artilharia.

O século XVIII é também o período da riqueza do barroco, um barroco que em Elvas se materializa nos esplêndidos altares da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, mas também no Santuário do Senhor Jesus da Piedade e nos Passos da Via Sacra. Já no final do século e em estilo rococó surgiria a Igreja de Nossa Senhora das Dores.

O incremento do comércio e o clima de estabilidade permitiram o aumento demográfico da cidade que só não crescia porque apertada pelas suas muralhas.

Mas como não podia deixar de ser, os problemas militares voltariam em 1761 quando Portugal não adere ao chamado Pacto de Família. Este pacto foi assinado entre os reis de França, Espanha e o Duque de Parma, todos da família Bourbon, de modo a defenderem-se de Inglaterra com quem estavam em conflito na Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Portugal não adere ao pacto por ser aliado dos britânicos e a invasão espanhola passou a ser iminente. Aconteceria um ano depois na região de Trás-os-Montes naquela que ficaria conhecida como Guerra Fantástica, tendo-se ocupado a região de Chaves, Almeida e a colónia de Sacramento no Uruguai. A região de Elvas não sofreu qualquer ataque e o Tratado de Paz de Paris assinado a 10 de Fevereiro de 1763 terminou com os combates.
Ainda assim, o governo português percebia que apesar desta vez ter ficado de fora, a cidade de Elvas necessitava de ser ainda melhor defendida, evitando a invasão da fronteira por parte do inimigo espanhol. Começam-se por construir os Quartéis do Casarão nas traseiras do Convento de São Domingos e enceta-se a edificação do magnífico Forte da Graça, fazendo agora de Elvas a maior fortificação abaluartada terrestre de todo o mundo.

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